3.2.09
é meia noite e vinte seis nesse relógio aqui da frente da mesa. não tenho idéia se tá certo. já tô longe de casa há uns 20 e tantos dias. casa.
não sei mais nem se volto para o referido lugar. tem horas, como agora, que eu quero.
eu odeio me sentir só. acontece, não seria propriamente culpa de alguém.
solidão é intrínseca ao ser humano, honeybee, não a dor.
não sei se pra todo mundo. pra mim, sim e pra mais uns 20 que viram essa chuva agora e pensaram em nada. é difícil não pensar em nada.
se eu fiquei chateada? not really, no.
mas eu não gosto de me sentir tão só. não acho certo.
aprendi coisas que eu nunca aprendi antes;
que não se pode colocar muita roupa pra lavar se o varal é pequeno
que três pessoas podem produzir muito lixo (literalmente)
que existe certas regras de silêncio que nunca deveriam ser quebradas
que você prefere seu chocolate com uma colher e só o começo de outra de nescau e com uma mini quantidade de açúcar. e eu tomo com leite desnatado e a quantidade que por ventura surgir na colher.
que esse apartamento enche de poeira com uma facilidade impressionante
que existem pessoas legais que comem ovo cru (preconceito com isso, mas enfim, he is a good soul)
que são paulo é uma cidade MUITO bonita à noite. e que eu quero dormir mas ela me acorda com barulho às 5:20 da manhã
que iogurte com cereal é muito bom e vicia
que a gente junto é muito melhor que a gente separado
e que eu aprendi a não reclamar certas coisas, pq eu vou entender um dia
que viver junto não é tão fácil, mas não existe nada mais gratificante que te ouvir acordar de manhã e voltar pra me dar um beijo gelado depois do banho.
principalmente, eu aprendi a conhecer alguém.
e, olha, eu gostei, viu?
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